Quem somos de verdade???

A pergunta certa é o que somos de verdade. Afinal, cada um de nós é o resultado, variável, de tudo que assimilamos. Ou quem sabe, a questão seja o quanto somos de verdade, já que a única conta que fazemos com o que sentimos é a de mais. Quem não sente não conta.
Por melhor que seja a capacidade de calcular os prós e subtrair os contras, somos uma adição das nossas vivências. Essa é a equação mais básica da matemática humana, daquelas que se aprende na pré-escola da vida, às vezes lá no berçário. Ainda bem que soma é, quase sempre, um resultado positivo.
Então ficou claro, desde pequenos somamos o que sentimos, até aquela imensa sensação de abandono do filho choroso que a mãe entrega à professora no primeiro dia de aula. Nenhum dos dois vai esquecer. Aliás, nem a professora vai. Já não tão claro assim é relacionar os sentimentos ao coração. Pelo menos é o que dizem alguns seres mais lógicos. Porém seu cérebro, por mais doloroso que possa ser para a sua racionalidade, permita-nos esta liberdade científica. Nós, os menos gabaritados, vamos continuar pensando assim.
Na matemática da vida, o coração é uma calculadora que só tem a tecla mais. Vai somando com precisão tudo o que sentimos. E à soma destes sentimentos costuma-se dar o nome de emoção. Garanto que Arquimedes descartaria de cara essa minha lógica um tanto quanto inventiva. Mas é bem possível que Aristóteles me desse um certo apoio. Talvez nossa existência – como indivíduo – seja mesmo uma causa material. Um acúmulo dessas coisinhas classificadas como sentimentos.

Bem, voltando às teorias comprovadas – cientificamente – a emoção sim é que causa as mais diversas reações na gente. De tragédia grega à comédia rasgada. E quando as emoções são muitas, aí sim, o coração que se cuide!
Nunca fui o melhor aluno da classe. Dos números então tinha pavor. Talvez por isso eu tenha demorado a aprender a fórmula. Hoje eu já sei que a soma de fé, bom humor e autoconhecimento fazem um bem danado ao coração. Não por acaso, os três são sentimentos diretamente relacionados ao amor, inclusive o amor próprio.
Eu decorei essa fórmula nada matemática.
E na alquimia da minha existência a transformei em poesia.
hoje
carrego em mim
tudo que vi(vi)


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