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Coisas sobre o meu amor

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Sempre fui aquela que faz pequenas apostas aleatórias comigo mesma, do tipo: se eu ultrapassar aquele cara de laranja eu irei comer um pastel e sair da dieta só por hoje (rsrs... faço isso desde criança), talvez seja uma maneira de culpar o destino, mas a culpa é minha, eu e o destino sabemos bem disso.  “Se eu olhar para trás e ele estiver me olhando”, sempre estamos atrás da felicidade, mas no meu caso quando a felicidade vem falar comigo eu fico feito uma idiota que não sabe onde colocar as mãos e não consigo dizer nenhuma palavra, no amor sempre foi assim, estou tão acostumada com grandes e doloridas tempestades amorosas, onde geralmente eu não tenho teto e amo sozinha, que não sei me comportar com a brisa suave de ser amada, tenho tanto medo de ferir, tanto medo que a felicidade de outro alguém tenha a ver comigo, digo isso porque sei dos meus fracassos e perdoem a minha franqueza, às vezes não me sinto apta entende? O amor pra mim sempre me pareceu algo tão dis...

_ Exploda! Manifesto de rebeldia à solidão...

Estava decididamente cansada de tentar “Não pertence” era a palavra certa. “Algum engano” era a palavra certa. Construiu quatro torres de pastilhas antidepressivas e permaneceu ali. Antes que pudesse respirar aliviada, percebeu que não só ninguém poderia entrar,  como também seus demônios não poderiam mais sair. E assim foi encontrada com os pulmões cheios e o corpo vazio. Talvez você não saiba mas essa dor não lhe cai bem, não combina com seus olhos, com seus traços nem com sua voz. A vida é cretina mas nós somos mais. Não é esquivando que se ganha o round. É preciso teimosia, serrar os dentes e rugir pro espelho. Você já flertou com anjos, passe a tirar os demônios pra dançar. Quando levantei muros dentro de mim, não estava me poupando deles mas poupando eles de mim. Vá a vida pensar que não precisa tomar cuidado com a nossa dor. Quero ver o peito rasgar, a boca berrar, a multidão olhando torto quando ela explodir às seis da tarde no metrô. _ Exploda ! Que tua fú...

Geração das desencanadas

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Eu nunca tive muito saco pra requinte, medo, gente contida. Sempre achei que essas coisas eram importantes pra fazer a gente pirar, gritar na sacada e acordar os vizinhos. Eu ontem conheci uma garota no bar (me peguei pensando e conversando com a Bruna pós umas doses) que me disse que sentir medo é pra quem tem coragem, coragem de não se permitir, de ponderar o que é certo e o que é errado. De acreditar que a imensidão do seu corpo se encaixa em algum padrão ou que felicidade é esperar que alguém de fora venha pra dizer que te ama. Ela é da geração dos desencanados, que descobriram que o mundo é seu e que podem tudo. Com o cabelo natural ou não, a bunda de fora ou não, o mundo é seu e podem tudo. Tem um pessoal que gosta de regular, dizer que ela precisa ser assim, que precisa se vestir assado, um pessoal que descobriu que todos os seus medos e frustrações podem ser maculados se você julgar e machucar alguém que é livre, que é forte. Ela me contou que a muito se sentiu men...

Devaneio sobre o vermelho de dentro - Minha Flor Rubra.

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Chovia e não se importava, enquanto todos corriam buscando abrigo,  se apertando embaixo das marquises ela continuava sentada no banco da praça. Estava coberta das gotas que escorriam por seu corpo, com olhos perdidos no horizonte, a boca semiaberta com seu batom vermelho feito sangue, os cabelos despenteados, a camiseta ensopada, a bolsa no colo que carregava o maço de cigarros e um pequeno caderno de anotações. Era poetisa e leitora de si mesma. Sempre sentiu enorme vazio e deslocamento, estava feito peça perdida de um quebra-cabeça chamado existência, uma dizima que a vida preferia arredondar. Pensou que os fantasmas eram assim e riu, pois as pessoas que disseram para ela não acreditar em fantasmas hoje não creriam nela. Pensou na sua existência, era excêntrica, praticava o exercício esquecido da reflexão, não tinha tempo para idiotices, carreiras imbecis, status e pessoas rasas. Desde muito cedo sabia que a vida era mais do que rótulos, produtos e transações. Desco...

E SOBRE A LIBERDADE DE QUEBAR ESPELHOS.

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É preciso desconstruir, é preciso retirar todo rótulo, todo padrão, é preciso tirar todas as críticas e todos os elogios, eles são celas, algumas celas são mais bonitas do que outras, mas ainda são celas, a função básica de uma cela é a privar-nos da liberdade e nos separar de nós mesmos. Nos separar do céu e da possibilidade do infinito. Por mais que a nossa consciência nos alerte sobre quem somos, muitas vezes os rótulos causam uma neblina que nos impede de seguir em frente e esse fenômeno ocorre justamente quando encaramos o nosso espelho que fica acima da pia do banheiro, nesse hábito corriqueiro e matinal existe uma grande verdade, um dia você olhará naquele espelho e  a pergunta temida estará lá: “Quem sou eu?” Me perguntei isso recentemente. Sou o que dizem? O cara que escreve umas coisas legais, o barbudo, o asmático, o escritor da internet, o bom partido, o mal partido, o cara que desenha, o cara que acha que desenha, o bom amigo, o bom ouvinte, o cara que...

Evite ilusões. Cair em si dói menos.

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Dói.  Sempre dói.  É inevitável. Afinal, encarar tudo como realmente é muitas vezes machuca. Machuca ainda mais quando percebemos tudo o que não é. Tudo o que nunca foi. Mas ainda assim, cair em si é uma queda muito menos dolorosa do que manter-se em uma ilusão.  Acredite. Certas ilusões voam altas demais, mas sempre com pouca estabilidade. Uma hora elas caem e a dor é muito pior. Saiba então enxergar a realidade. Não com outros olhos, mas com olhos próprios. Até porque quem está de fora quase sempre já enxerga a verdadeira natureza de certos descasos. Das ilusões. Então, caia em si. Sem medo de se jogar. Então, caia em si. Sem medo de enfrentar verdades.  É mais seguro (e feliz) do que manter-se amarrada em efêmeras mentiras. Algumas descobertas podem até doer, mas nunca se engane. Cair em si dói menos do que continuar caindo em tantas ilusões.

Não vejo defeito em quem não sabe amar, não mesmo. Só não guardo no meu peito.

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Sim, eu sei… Você certamente pensou que eu estava ansioso, contando os segundos para receber sua mensagem. Respondi rápido, não foi? Pois é. Eu estava online. Estava com saudades também. Por isso respondi. Eu? Não, não aprendi a submeter meu coração à cartilha deste amor moderno. Pouco importo se para vocês a melhor maneira de demonstrar interesse é agir como se pouco caso fizesse. Não faço pouco caso. Faço muito caso de falar com você. Mas acaso eu me torne disponível demais aos olhos teus, caso minha entrega incomode seu orgulho, saiba que para tudo dá-se um jeito. Nem que o jeito seja, enfim, perceber que não temos motivos sequer para tentar. E quero que saiba que no fim das contas, nada fica em mim. Não fica o amor, nem tampouco o ódio. É que sempre fui de pensar assim: não vejo defeito em quem não sabe amar. Só não guardo no peito. Vida que segue.