Algumas pessoas, mesmo em seus egoísmos, apenas nos fazem favores.
Estes dias. Estes dias um velho amigo cortou os nossos laços de nossa amizade daquela maneira banal que apenas a modernidade possibilita. Estes dias uma leitora me confidenciou como um (até então) amor simplesmente sumiu. Estes dias mais um namorado foi descoberto traindo e me implorou um texto. Estes dias.
A verdade é apenas uma: estes fatos nos machucam. Egoísmos e imaturidades de quem esperávamos mais. Por quem já fizemos mais. Porém, são acontecimentos que vão além. A longo prazo, tornam-se favores. Aqui, serei poético. Tornam-se quase dádivas.
Sim. Aquele namorado de pouco valia. No futuro, isso se comprovaria. A um custo mais alto. O mesmo vale para os outros casos. O tal rapaz. O tal amigo. Aquela mulher. Os seus egoísmos se tornam agrados. Favores. Presentes. Acabam, mesmo quando não imaginávamos, nos libertando.
Toda liberdade gera um medo. A insegurança pelo desconhecido. Mas com o tempo estas sensações se acalmam. Dão espaço a um novo sentir. Trazem, inclusive, uma gratidão. Porque estes tais dias apenas nos mostraram o que não nos atreveríamos a ver sozinhos. Então aqui eu digo. A estes egoísmos, obrigado.

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