Guardiã do seu próprio jardim.

Quando à conheci ela era ainda muito jovem. Era forte como uma mãe é, como uma mulher precisa ser. Quando à conheci ela parecia ótima mas me disse que precisava ir frequentemente a um hospital. Alguém havia quebrado seu coração e isso estava fazendo flores nascerem na sua cabeça.
Ela me disse:
– Nos meus olhos e na minha boca, há um perfume que eu não sentia antes.
Quando fui vê-la, ela morava no campo. O sol iluminava seu rosto e ela usava passarinhos na lapela da camisa. Alguma coisa mudou na vida dela desde que alguém partiu seu coração e começaram a crescer flores na sua cabeça.
Ela me disse:
– Nos meus braços e nas minhas palavras, me sinto forte como acho que nenhum homem já foi.
Então nos despedimos com a sensação de que ela era agora a guardiã do seu próprio jardim.
As pessoas se aproximariam para ver suas flores e poderiam ficar se quisessem mas precisariam ir embora se não merecessem. Os médicos disseram que seu coração estava curado, mas as flores não parariam de crescer.
E ela me disse:
– Na minha vida e no meu coração, há uma vontade que nasce no quadril e cresce nos meus cabelos. E já não podem mais me dizer o que devo ser porque eu sou a senhora do meu jardim e não há nada que eu não possa fazer. Alguém machucou meu peito e isso fez eu perceber que eu poderia sobreviver a qualquer coisa. Isso fez eu me perceber.
Ela floriu.


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